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O que realmente define o preço de um imóvel? Localização e segurança lideram ranking e surpreendem compradores

Advogado do setor imobiliário destaca que aspectos estruturais e qualidade de vida pesam mais que tecnologia na decisão de compra

A definição do preço de um imóvel vai muito além da metragem ou do padrão de acabamento. De acordo com levantamento do setor imobiliário, como estudos da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) em parceria com a Brain Inteligência Estratégica mostra que fatores como localização (65%) e segurança (64%) são os principais determinantes de valor no mercado imobiliário, seguidos por fácil acesso (27%) e opções de lazer (22%). Para especialistas, esses dados refletem uma mudança no comportamento do comprador, cada vez mais atento à qualidade de vida e ao entorno.

Segundo o advogado especialista em mercado imobiliário, Diego Amaral, a valorização de um imóvel está diretamente ligada ao contexto urbano em que ele está inserido. “A localização continua sendo o principal ativo de um imóvel. Proximidade com centros comerciais, escolas e serviços essenciais impacta diretamente o preço e a liquidez”, afirma.

Ele ressalta que a segurança aparece quase empatada como fator decisivo. “O comprador busca tranquilidade. Regiões com baixos índices de criminalidade ou com estrutura de segurança consolidada tendem a ter maior valorização ao longo do tempo”, explica.

O que mais pesa no preço dos imóveis

De acordo com o levantamento, outros fatores também influenciam na formação de preços:

●     Fácil acesso (27%): mobilidade urbana e proximidade de vias importantes;

●     Operações de lazer (22%): presença de parques, clubes e áreas de convivência;

●     Valorização da região (21%): potencial de crescimento e investimentos futuros;

●     Exclusividade (12%): empreendimentos com menor densidade ou características únicas;

●     Serviços agregados (11%): comodidades como concierge, coworking e facilidades no condomínio;

●     Alta tecnologia (10%): automação residencial e soluções inteligentes.

Para o especialista, embora tecnologia e serviços agregados estejam em ascensão, ainda têm menor peso na precificação. “Esses itens são diferenciais competitivos, mas não substituem fatores estruturais. Um imóvel bem localizado e seguro continuará sendo mais valorizado do que um altamente tecnológico em uma área pouco atrativa”, pontua.

Tendência de mercado

Diego avalia que o cenário deve se manter nos próximos anos, especialmente em grandes cidades. “Há uma tendência clara de valorização de bairros planejados e regiões com infraestrutura completa. O mercado está mais criterioso, e o comprador, mais informado”, diz.

Ele conclui que entender esses fatores é essencial tanto para quem deseja comprar quanto para quem pretende investir. “O imóvel é um ativo de longo prazo. Avaliar esses critérios com atenção pode garantir não só qualidade de vida, mas também retorno financeiro no futuro”, finaliza.

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