Cartórios goianos aderem à campanha contra violência patrimonial e reforça proteção às mulheres em Goiás
Iniciativa capacita serventias para identificar abusos e ampliar acolhimento. A atuação preventiva busca garantir segurança jurídica e autonomia feminina
Os cartórios de Goiás passaram a integrar de forma ativa a campanha “O Nome é Dela – Ela escreve, assina e registra sua história”, iniciativa voltada ao enfrentamento da violência patrimonial contra mulheres e ampliar a rede de proteção no estado. A adesão reforça o papel das serventias extrajudiciais como espaços de orientação, prevenção e proteção, indo além da formalização de atos civis.
A violência patrimonial, prevista na Lei Maria da Penha, ocorre por meio de práticas como retenção, ocultação ou dilapidação de bens, afetando diretamente a autonomia financeira das mulheres. Muitas vezes silenciosa, esse tipo de violência pode ocorrer em contextos familiares ou conjugais, o que torna essencial a atuação de instituições que lidam diretamente com registros e formalização de atos civis.
Com a adesão à campanha, os cartórios passam a adotar medidas de cautela durante os atendimentos, especialmente em procedimentos como escrituras, procurações e transferências de bens. A ideia é garantir que as decisões sejam tomadas de forma livre, consciente e segura, além de oferecer orientação qualificada às usuárias.
Nesse contexto, o Cartório Bruno Quintiliano também integra a mobilização e reforça a importância do engajamento do setor. Para o conselheiro da Associação dos Registradores de Pessoas Naturais do Estado de Goiás, vice-presidente da Arpen Brasil e presidente da Associação dos Notários e Registradores do Estado de Goiás, Bruno Quintiliano, a participação das serventias representa um avanço no papel social dos cartórios.
“Os cartórios estão presentes em momentos decisivos da vida civil, o que nos permite identificar possíveis irregularidades e agir de forma preventiva. Com capacitação adequada, conseguimos orientar e evitar prejuízos antes que eles aconteçam”, afirma.
Além da prevenção, a campanha também aposta no atendimento humanizado. Profissionais são preparados para reconhecer sinais de vulnerabilidade, oferecer escuta qualificada e garantir privacidade às vítimas, criando um ambiente seguro dentro das serventias.
“Mais do que formalizar documentos, o cartório passa a ser um espaço de acolhimento e orientação, contribuindo para que as mulheres tenham segurança e autonomia nas decisões que envolvem seus direitos”, destaca Quintiliano.
A mobilização reforça o compromisso dos cartórios goianos com a promoção da cidadania e a proteção de direitos, ampliando sua atuação para além dos serviços tradicionais e aproximando essas instituições da população em situações de vulnerabilidade.
A iniciativa também fortalece a orientação direta às usuárias. Ao buscar serviços como escrituras, procurações ou registros, mulheres passam a receber informações mais detalhadas sobre seus direitos, com possibilidade de atendimento individualizado e tempo adequado para tomada de decisão, reduzindo riscos de coação ou fraude.
Segundo Quintiliano, a mudança de postura consolida uma evolução no papel social das serventias. “O cartório não é apenas um local técnico. Ele se torna um ambiente de acolhimento e escuta, onde a mulher pode esclarecer dúvidas e se sentir segura para exercer sua vontade”, destaca.
Além da atuação preventiva, a campanha inclui protocolos de atendimento humanizado em situações de risco. Servidores são orientados a reconhecer sinais de pedido de ajuda, garantir privacidade no atendimento e, quando necessário, acionar órgãos competentes para proteção da vítima.
A adesão do Cartório Bruno Quintiliano reforça o compromisso institucional com a promoção da dignidade e da segurança jurídica, contribuindo para que os serviços extrajudiciais atuem de forma cada vez mais próxima da população e alinhada à defesa dos direitos fundamentais.
